A época do “Deus me livre”

Enquanto
a Nova Zelândia debate a criação de imposto sobre gases e arrotos de bois e
ovelhas, um russo disse ser astronauta e convenceu uma japonesa a pagar R$ 160
mil por seu retorno à Terra, para que pudessem se casar. Provando que este
mundo é para profissionais, nesta mesma semana, familiares usaram fogos de
artifício durante sepultamento, incendiando cemitério, em Belém, Pará. A piada na
internet é que, embora ninguém tenha se ferido, os bombeiros ainda estão
contando o número de mortos no cemitério. E tem mais: para quem fica com raiva
de motoqueiro fazendo “ran-dan-dan”, em Patos de Minas, Minas Gerais, um deles
tomou um tiro nas nádegas. Por pouco não foi empinar moto no além.
Enfim,
o jeito é rir porque este planeta é cheio de ironia e gente complicada, como em
Vassouras, Rio de Janeiro, onde alunos foram banidos dos Jogos Universitários
de Medicina, por cantar: “Ei, eu sou playboy. Não tenho culpa que seu pai é
motoboy”. O fato ocorreu pouco antes do último dia 10, quando o motoboy, Briner
de César Bitencourt, preso na Unidade Penal de Palmas (UPP), Tocantins, morreu exatamente
no dia em que seria solto... após provada sua inocência! Enquanto isso, a Assembleia
Legislativa de Goiás decidiu que, além das três semanas de recesso eleitoral, os
deputados poderiam emendar também o feriado de Nossa Senhora Aparecida. Pode
ser irônico, mas aos que desejam um mundo mais civilizado, resta seguir em
frente e não perder a fé... na política.
DEUS
LHE PAGUE
Ninguém
aguenta mais essas eleições, nem os candidatos. Lula anda tão rouco que poderia
ser dublado ou legendado e Bolsonaro, no debate da Band, claramente precisava
de uma pastilha para tosse. Afinal, já são dois senhores. Mas enquanto um
acusava o outro de mentiroso, o brasileiro teve mais uma lição: Sergio Moro,
ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, que saiu do governo atirando, foi ao
debate apoiando... Bolsonaro. Parabéns ao eleitor que perde amigos, ou até
mesmo acaba na cadeia por causa de político.
Aparentemente,
Moro estava tão “feliz” no debate quanto o presidente ao ver a jornalista Vera
Magalhães, mas sua presença foi importante por reforçar o discurso bolsonarista
sobre corrupção e segurança pública. É o tipo de apoio que não agrega votos,
mas serve como recado para o eleitorado ou o mercado. É como o caso de Henrique
Meireles, ex-Ministro da Fazenda do governo Temer, e do presidente Fernando
Henrique Cardoso, pai do Plano Real, blindando Lula sobre acusações de risco
para a democracia. Em uma eleição com poucas ideias, como a maior parte do
eleitorado vota em um porque “Deus me livre” do outro, é aí que o apoio de João
Amoedo, um liberal, significa “sangue NOVO” para a candidatura petista.
Por
fim, sobraram acusações no penúltimo debate desta campanha, mas ninguém
esclarece o que vai fazer na economia a partir do ano que vem. Por quê? Simplesmente,
porque não se sabe a resposta. E isso também ocorre em boa parte do mundo. Aí,
sobre os 600 reais do Auxílio Brasil em 2023, por exemplo, oremos e “que Deus
lhe pague”.
Imagens
Veja também
-
Desfile de 7 de Setembro emociona público
07/09/2023 15:42:00 -
Marinha resgata pessoas ilhadas no Rio Grande do Sul após ciclone
07/09/2023 15:36:00 -
FME amplia modalidades do Programa Semente com aulas gratuitas de Zumba
07/09/2023 15:01:00
Recentes
-
Desfile de 7 de Setembro emociona público
07/09/2023 15:42:00 -
Marinha resgata pessoas ilhadas no Rio Grande do Sul após ciclone
07/09/2023 15:36:00 -
FME amplia modalidades do Programa Semente com aulas gratuitas de Zumba
07/09/2023 15:01:00





